sexta-feira, 1 de abril de 2016

Arte Egípcia

Máscara em ouro maçico do faraó TutankamonAs artes no Egito Antigo estavam muito relacionadas com a vida religiosa. A maioria das estátuas, pinturas, monumentos e obras arquitetônicas estavam ligados, direta ou indiretamente, aos temas religiosos.

Pintura Egípcia

Grande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e expressões eram representadas por desenhos). 
As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc).

Escultura Egípcia

Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas diversas esculturas do ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as técnicas de trabalho artístico em ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas da religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado para fazer máscaras mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.

Arquitetura Egípcia

Os egípcios desenvolveram vários conhecimentos matemáticos. Com isso, conseguiram erguer obras que sobrevivem até os dias de hoje. Templos, palácios e pirâmides foram construídos em homenagem aos deuses e aos faraós. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar todo poder do faraó. Eram construídos com blocos de pedra, utilizando-se mão-de-obra escrava para o trabalho pesado. 


Lei da frontalidade
Lei da Frontalidade, ou frontalismo, é uma das convenções mais intrigantes da arte do antigo Egito. Essa convenção reflete a maneira peculiar pela qual os egípcios antigos faziam suas representações, vai mais especificamente da figura humana. O rosto, aspernas e os pés são representados de perfil enquanto que, simultaneamente, o tronco é visto de frente.
Numa primeira análise, julgou-se que esta forma de retratação estaria ligada à incapacidade ou ingenuidade do desenhista. De acordo com análises posteriores, no entanto, chegou-se à conclusão de que existiriam outras razões para este fenómeno.

Características

A Lei da Frontalidade funda-se no princípio de valorizar o aspecto que mais caracteriza cada elemento do corpo humano. Desenhado de perfil, o rosto é mostrado ao máximo. De frente, se resume a uma oval. No rosto de perfil, o olho é representado de frente, por ser este seu aspecto mais característico e revelador. O tórax também apresenta-se de frente, e as pernas e os pés, onde apenas se vê o dedo grande, são vistos de perfil.

Outras áreas de aplicação

Dentro do teatro, a Lei da Frontalidade, regeu princípios. Os atores não davam as costas ao público, os fotógrafos de jardins também estiveram presos por um bom tempo à Lei da Frontalidade. O cinema foi a primeira arte a abandonar o frontalismo, por conta da mobilidade da câmera, que permite o uso dos mais diversos ângulos de visão.

Cópia de uma pintura mural  no túmulo de Sethos I onde foi aplicada a lei da frontalidade.
Estilo e normas 
Todas as representações artísticas estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. Do mesmo modo a "simbologia" serve à estruturação, à simplificação e clarificação da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes.
harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formasestilizadas, níveis rectilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios.
hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, consoante a sua importância. Como exemplo, o faraó será sempre a maior figura numa representação bidimensional e a que possui estátuas e espaços arquitectónicos monumentais. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão


Pintura de oferendas na câmara tumular de Menna.



Arte romana



Resultado de imagem para arte romanaCom forte influência dos etruscos, a arte romana antiga seguiu os modelos e elementos artísticos e culturais  da Grécia Antiga e chegou a "copiar" estátuas clássicas. Imperadores, deuses e figuras mitológicas foram retratados nas esculturas romanas.

Arquitetura romana

Durante a época do auge do Império Romano, houve a construção de diversos monumentos públicos em homenagem aos imperadores romanos. Na arquitetura, destacam-se a construção de portaisa  prédios, monumentos e templos.
 A concepção arquitetônica romana de teatro é diferente da grega (semicircular), que preferia o modelo circular (na verdade uma elipse).

Pintura romana 

A pintura mural (afrescos) recorreu ao efeito da tridimensionalidade. Os afrescos da cidade de Pompéia (soterrada pelo vulcão Vesúvio em I a.C.) são representativos deste período. Cenas do cotidiano, figuras mitológicas e religiosas e conquistas militares foram temas das pinturas romanas.

Os gêneros artísticos mais comuns na pintura romana eram: paisagens, retratos, arquiteturas, pinturas populares e pinturas triunfais.

Os pintores romanos usavam como materiais de trabalho tintas produzidas a partir de materiais da natureza como, por exemplo, metais em pó, vidros pulverizados, substâncias extraídas de moluscos, pó de madeira e seivas de árvores.


- A Arte Etrusca e Romana - Coleção Saber Ver
  Autor: Martin, Alfonso Jimenez 

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Escultura Romana


Na escultura, os romanos eram muito diferentes dos gregos em alguns aspectos. Apesar de apreciarem a arte, eles não representavam o ideal de beleza, mas a cópia fiel das pessoas, buscando retratar traços particulares. Um exemplo disso é a estátua do imperador romano, Augusto, criada por volta de 19 a.C.. Numa cópia do Doríforo, dos gregos, o artista detalhou as feições reais do Imperador, a couraça e as capas romanas. Essa preocupação também foi encontrada em relevos esculpidos, pois eles buscavam representar acontecimentos e pessoas que participaram dele. Ex.:

Arte Romana Escultura

Resultado de imagem para arte romana altar da paz

Cena do Altar da Paz (Ara Pacis), monumento que consagrou um estilo narrativo tipicamente romano nos relevos arquiteturais.
PINTURA
A pintura como arte expressiva e decorativa foi praticada desde as origens de Roma, sendo sempre uma arte muito popular, mas a vasta maioria do acervo conhecido por relatos literários não sobreviveu. Contudo, por acaso dois grandes conjuntos de pintura mural emafresco foram preservados em Pompeia e Herculano em boas condições, e a partir deles foi criada uma sistematização para a pintura romana como um todo, dividindo-a em quatro grandes fases ou estilos. Até agora o tema foi objeto de relativamente poucos estudos, e permanece bastante polêmico, pois há grande dificuldade de extrapolar essa sistematização para os remanescentes de outras regiões e outras técnicas, e em particular pela limitação na cronologia: os murais das duas cidades soterradas pelo vulcão Vesúvio (e por isso suas pinturas se preservaram) datam apenas de fins da república até os primeiros anos do império. A erupção aconteceu em 79 d.C. De qualquer forma, o que mais se preservou, mesmo em outras regiões, foram murais, decorando interiores de residências, edifícios públicos e outras estruturas.
Algumas Pintura  

Detalhe de mural na Villa di Arianna, em Primeiro Estilo tardio ou de transição. Castellammare di Stabia.
Afresco da Villa de Fânio Sinistor em Boscoreale. Metropolitan Museum of Art
Villa de Oplontis, Torre Annunziata